Visitação
O acesso é gratuito.
Capacidade máxima de 711 visitantes simultâneos.
É necessária a retirada prévia de ingressos, que pode ser feita online no site Ticket Work ou na bilheteria, localizada na recepção do Memorial, aberta durante o horário de funcionamento.
Quarta a sexta-feira: das 09h30 às 16h30
Sábados, domingos e feriados: das 09h30 às 17h30
A entrada é permitida até meia hora antes do encerramento das atividades.
Orientações para visitação
Conheça Brumadinho
O município de Brumadinho está localizado entre a serra do Espinhaço e a Serra do Rola Moça, com destaque para o Pico Três Irmãos, e situa-se a pouco mais de 50 km da capital mineira.
É tradicionalmente conhecido pelo amanhecer envolto em brumas: névoas finas, frias, e aconchegantes, tão características da região que ajudaram a nomeá-la. Com mais de 39 mil habitantes, é um dos municípios com maior extensão territorial na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e compreende distritos, bairros rurais (como o Córrego do Feijão), povoados, comunidades quilombolas e indígenas.
Visitar Brumadinho é uma oportunidade de conectar memórias, arte e natureza. A cidade abriga o Instituto Inhotim, museu que possui um rico jardim botânico e um dos maiores acervos de arte contemporânea do mundo. Além disso, nos seus distritos é possível ter um encontro com a história e com expressões culturais diversas. Piedade do Paraopeba, por exemplo, apresenta aos visitantes um dos vilarejos mais antigos de Minas Gerais com casarões, igrejas e área de Mata Atlântica preservada. Já o povoado de Casa Branca compõe o Conjunto Paisagístico da Serra da Calçada, protegido como patrimônio cultural estadual, onde também está o Forte de Brumadinho, referência histórica na cidade. No Tejuco, é tradicional a Festa de Nossa Senhora das Mercês, onde as guardas de Congado do município são presença marcante.
Também compõem o cenário cultural de Brumadinho as diversas bandas de música, o Jubileu de Nossa Senhora da Piedade, as Folias de Reis, a produção de cerâmica artesanal, entre outras práticas culturais. O turismo rural e de base comunitária é uma realidade local, sobretudo nas comunidades quilombolas da região. E no centro da cidade, também é possível visitar a Casa das Memórias de Brumadinho, espaço cultural que apresenta a história do município e das suas referências culturais.
O Memorial Brumadinho carrega o nome do município onde está inserido e, com isso, a responsabilidade ética de ser escuta sensível para sua população e de caminhar ao seu lado na luta por memória e justiça para que tragédias como a que atravessou a cidade nunca mais se repitam.
Conheça o Córrego do Feijão
O Córrego do Feijão, onde está situado o Memorial Brumadinho, é um território que guarda séculos de histórias, memórias e transformações profundas. O nome do lugar nasce da oralidade: segundo moradores antigos, um carro de boi carregado de feijão tombou ao atravessar o córrego, que na época não tinha ponte, apenas uma frágil pinguela de madeira. O episódio inusitado virou referência e ficou gravado na memória coletiva, nomeando o povoado.
Os primeiros vestígios de presença humana no local foram identificados durante o processo de resgate arqueológico realizado na área de construção do Memorial Brumadinho, com a descoberta de fragmentos cerâmicos que apontam para uma ocupação anterior ao período colonial. Além disso, o território abriga o Sítio Arqueológico Muro de Pedras, cuja construção, datada do século XVIII, é atribuída à mão de obra escravizada. O sítio, reconhecido como parte do patrimônio cultural brasileiro protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fazia parte das antigas divisas entre fazendas coloniais como a Fazenda Alvarenga Peixoto, responsáveis por abastecer cidades mineradoras.
A exploração de minério de ferro na região ganhou força no início do século XX, quando foram iniciadas as atividades na Mina Córrego do Feijão, que permaneceu em operação ao longo de 60 anos.
De acordo com o censo do IBGE de 2010, o povoado abrigava cerca de 415 pessoas, que conviviam em comunidade frequentando a praça, a escola, o posto de saúde, a capela de Nossa Senhora das Dores, o campo de futebol, a sede da associação de moradores e os pequenos comércios locais. As casas, os quintais e os festejos populares também eram espaços de afeto e convivência.
Com o rompimento da barragem, o número de moradores reduziu drasticamente, mas a comunidade, apesar do trauma, reescreve a sua história permanecendo no território e se articulando através de iniciativas colaborativas de geração de renda. Entre elas, estão os empreendimentos femininos Feito por Nós e Memórias Cozinha Afetiva, voltados para a culinária local.
Desde 2022, a feira Sabores do Feijão, realizada pela Associação de Moradores com apoio de empreendedores da região, também se apresenta como uma forma de ocupar o espaço com alegria, ressignificando suas vivências no território e estabelecendo laços de pertencimento.
A feira, a Feito por nós e a Memórias Cozinha Afetiva, empreendimentos femininos relacionados à culinária e os produtos feitos pelos moradores do Córrego do Feijão estão sediados nas imediações da Praça 25 de Janeiro, onde também está o Mercado Central Ipê Amarelo.
Ao visitar o Memorial Brumadinho, conheça também o Córrego do Feijão.