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O Memorial Brumadinho
é dedicado às 272 vidas interrompidas.
As histórias de vida das 272 vítimas nos permitem compreender a dimensão humana do rompimento, para além de seus impactos ambientais e econômicos. Nos convidam também a refletir sobre como é essencial a proteção de grupos mais vulnerabilizados e em situações de riscos para que novas tragédias não se repitam.
O Memorial Brumadinho guarda um acervo das vítimas, composto por objetos, fotografias e depoimentos (narrados pelos familiares) que buscam lançar um olhar sensível sobre cada uma das 272 pessoas que tiveram suas vidas interrompidas naquele 25 de janeiro de 2019.
Conhecer um pouco sobre elas — idade, profissão e gênero — revela padrões que não podem ser ignorados: a maioria eram trabalhadores da própria mineradora ou de empresas terceirizadas. Das 272 vítimas, 212 são do sexo masculino (sendo um nascituro) e 60 do sexo feminino (sendo um nascituro).
Além disso, é possível afirmar que 250 pessoas eram trabalhadores que saíram de casa para exercer suas profissões e não voltaram mais. A tragédia ocorreu às 12h28 de uma sexta-feira, horário de almoço, em um dia útil de trabalho na mineradora. A área foi completamente tomada pela lama de rejeitos, assim como as comunidades próximas, pousadas e outros estabelecimentos. É o caso da Pousada Nova Estância, localizada a menos de 500 metros da barragem e que foi totalmente destruída pela lama.
Reconhecemos a dor de cada família e respeitamos os desejos e os limites estabelecidos por elas. Reunimos aqui os nomes que familiares consentiram com sua utilização — nos espaços físicos do Memorial Brumadinho e nas produções decorrentes de sua atuação institucional.