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Este é um espaço onde a arquitetura encontra a memória, um território de reflexão coletiva, para a não repetição e não esquecimento.

O projeto arquitetônico do Memorial Brumadinho foi escolhido por votação dos familiares das vítimas e idealizado pelo escritório Gustavo Penna Arquitetos Associados.

Ele abriga um bosque com 272 ipês amarelos (plantados em homenagem a cada uma das vítimas fatais), um espaço meditativo, uma escultura-monumento, uma drusa de cristais, duas salas de exposição (Memória e Testemunho), além de um espaço dedicado à guarda digna e honrosa dos segmentos corpóreos das vítimas.

Drusa de Cristais

Na entrada do prédio principal, há uma drusa de cristais, que representa as vítimas — as joias das famílias. Todo dia 25 de janeiro, ela é iluminada por uma abertura no teto, irradiando seu brilho.

Espaço meditativo

No prédio principal, há também um espaço meditativo, que pode receber diferentes atividades, com vista para o jardim e acesso ao anfiteatro externo.

Sala Memória

Na Sala Memória, fotos, depoimentos dos familiares e objetos pessoais contam a história das vítimas de forma singular e respeitosa. No centro da sala a escultura Bruma, rememora a névoa fina e fria característica do amanhecer na região.

Sala Testemunho

A Sala Testemunho apresenta os fatos que levaram ao rompimento, o momento do desastre, as buscas comandadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a luta das famílias por justiça, além da repercussão e desdobramentos na mídia nacional e internacional. O espaço também inclui uma mesa digital interativa e painéis com dados sobre o ocorrido.

Espelho d’água

Sob o mirante, um espelho d’água se estende pelo jardim. Sua iluminação recria o céu no dia da tragédia, com 272 estrelas em homenagem às vítimas. É possível chegar até ele saindo pelas laterais da fenda ou por caminhos ao longo do bosque.

A Cabeça que Sente e Chora

Com 121 m², essa escultura-monumento mira o local do rompimento e pode ser avistada de qualquer ponto do Memorial. Dela, a água se derrama e escorre pela fenda até o mirante, simbolizando o lamento dos que perderam seus entes queridos.

Mirante

No fim da fenda, um mirante suspenso revela a paisagem do vale onde ocorreu o rompimento e que foi atingido pela lama.

Bosque

No Memorial Brumadinho, há um bosque com 272 ipês amarelos. A árvore, cuja flor amarela é símbolo do Brasil, representa cada uma das vítimas do rompimento da barragem. No verão, as folhas da árvore nascem para dar sombra. No inverno, elas caem para deixar passar a luz do sol e, no período de estiagem, as árvores florescem para mostrar que, apesar de tudo, a vida continua.

Fenda

Sob o mirante, um espelho d’água se estende pelo jardim. Sua iluminação recria o céu no dia da tragédia, com 272 estrelas em homenagem às vítimas. É possível chegar até ele saindo pelas laterais da fenda ou por caminhos ao longo do bosque.