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O Memorial Brumadinho é uma conquista coletiva das famílias das 272 vítimas fatais do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, em Brumadinho (MG).

O Memorial Brumadinho é uma organização privada, sem fins lucrativos, gerida pela Fundação Memorial de Brumadinho, conquistada por meio de um Termo de Compromisso assinado com interveniência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em 4 de agosto de 2023 –  data da criação da instituição – oriunda da luta da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho (Avabrum).

É um memorial in situ, ou seja, construído no local onde a tragédia ocorreu. É fruto de uma iniciativa histórica, a partir da mobilização de familiares para salvaguardar segmentos corporais das vítimas e preservar a memória dos trabalhadores, turistas e moradores da comunidade, cujas vidas foram interrompidas naquele dia.

Por meio de exposições, ações educativas e culturais, constituição e preservação de acervo, realização de pesquisas e eventos diversos, o Memorial Brumadinho promove iniciativas de reflexão sobre a maior tragédia humanitária do país, para que acontecimentos como esse não se repitam.

Aberto ao público em 25 de janeiro de 2025, seis anos após a tragédia, o acesso ao Memorial Brumadinho é gratuito e a retirada de ingressos pode ser feita pelo site ou na bilheteria física do espaço.

o dia 25 de janeiro de 2019

Às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019, a vida no bairro rural de Córrego do Feijão , em Brumadinho (MG), foi transformada para sempre. O rompimento da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, que levava o mesmo nome da comunidade, liberou uma onda de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração com 18 metros de altura que devastou tudo em seu caminho em menos de um minuto. Esta tragédia ceifou a vida de 272 pessoas – trabalhadores, moradores e turistas – cujos sonhos foram abruptamente interrompidos. Além do imenso impacto humano, o desastre ambiental contaminou toda a Bacia do Rio Paraopeba, afetando 26 municípios ao longo de seu curso.

Naquele dia, o Brasil e o mundo acompanharam estarrecidos as imagens de destruição e a angústia das famílias que buscavam notícias de seus entes queridos. Teve início então a maior operação de busca da história do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que até hoje continua trabalhando na identificação das vítimas – duas pessoas ainda não foram localizadas.

Diante da dor irreparável, os familiares das vítimas se uniram em busca de verdade, justiça e da preservação da memória de cada vida perdida. Sua luta por respostas e por garantias de que tragédias como esta não se repitam inspira a missão do Memorial Brumadinho de honrar histórias interrompidas e promover uma reflexão permanente sobre nossa responsabilidade com a vida e o meio ambiente.

Conheça a Avabrum e a luta das famílias

A Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) representa a força coletiva e a resistência das famílias que perderam seus entes queridos no dia 25 de janeiro de 2019. Formalizada em agosto de 2019, a associação surgiu da necessidade de unir vozes em busca de justiça, verdade e reparação. Sua atuação se fundamenta em bandeiras essenciais como o encontro de todas as vítimas, a preservação da memória, a garantia dos direitos dos familiares e, sobretudo, a luta para que tragédias como esta nunca mais se repitam.

O Memorial Brumadinho mantém uma relação profundamente colaborativa com a Avabrum, que possui representantes em nosso Conselho Curador e participa ativamente das atividades da instituição. Esta parceria garante que as vozes das famílias estejam no centro de nossa atuação, assegurando que o Memorial cumpra seu papel de honrar as vítimas e preservar a verdade histórica. Juntos, trabalhamos para transformar a dor em ação e a memória em um legado de conscientização e transformação social.

Para conhecer mais sobre o trabalho fundamental da Avabrum e suas iniciativas, visite o site oficial da associação.

Linha do tempo

2019
2020
2021
2022
2023
2025

25 de janeiro

Às 12h28, rompe a barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale S.A., liberando 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

26 municípios atingidos.
272 vidas perdidas.

Maio

É protocolada, no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a solicitação da construção de um “Parque Memorial em homenagem às vítimas na tragédia na cidade de Brumadinho”, contando com a assinatura de cerca de 100 familiares.

Agosto

É criada a Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão – AVABRUM, que passa a representar formalmente os interesses do grupo, bem como a pleitear a participação ativa no processo de construção do Memorial.

25 de janeiro

Pedra fundamental do Memorial Brumadinho.

Março

Dentre 2 projetos, o do escritório Gustavo Penna Arquitetos Associados é escolhido, por votação dos familiares, para a construção do Memorial.

A Lei Estadual nº 23.590 institui 25 de janeiro como Dia de Luto em Memória das Vítimas do Rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão.

25 de janeiro

Desaparece o marco fundamental e as obras de construção não avançam.

Março

Por mobilização da AVABRUM, que torna a questão pública nos meios de comunicação, as obras têm início.

Janeiro

Familiares visitam as obras para a construção do Memorial.
Ao longo do ano, AVABRUM se dedica às tratativas para a governança do Memorial Brumadinho.

Abril

A edificação é concluída e os familiares realizaram a primeira visita ao espaço.

Agosto

É firmado o Termo de Compromisso entre a Vale e a AVABRUM, com interveniência do MPMG que fundamenta a criação da Fundação Memorial de Brumadinho, instituição responsável por manter e gerir o Memorial.

25 de janeiro

O Memorial Brumadinho é aberto ao público.